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Religiosos e religiosas denunciam desigualdades e injustiças sociais sofridas por populações del Chaco paraguaio Religiosos e religiosas denunciam desigualdades e injustiças sociais sofridas por populações del Chaco paraguaio 

Missionários del Chaco paraguaio: urgente buscar o bem comum

Os missionários renovam sua vontade e seu compromisso de “continuar formando segundo os valores civis e cristãos”. O pronunciamento deles dá-se num momento em que está prestes a ter início a campanha eleitoral para as eleições presidenciais no Paraguai programadas para 22 de abril próximo.

Cidade do Vaticano

“Como Igreja nos sentimos no dever de partilhar algumas preocupações e desafios, porque nos faz mal e nos preocupa a crise aguda da moral pública e privada, da vida política e da justiça; a desigualdade e a injustiça social e econômica” sofridas pela população. É o que escrevem, num comunicado, as religiosas e religiosos do Vicariato Apostólico del Chaco Paraguaio, após sua assembleia realizada de 4 a 6 de fevereiro, na qual denunciam a situação de abandono por parte do Estado sofrida pela população desta região, árida e paupérrima.

Comprometer-se "com atos concretos de bem"

Instituições públicas respondem a interesses particulares, denunciam os religiosos

Citando uma passagem da homilia do bispo de Caacupé, Dom Ricardo Valenzuela, por ocasião da recente festa da Virgem de Caacupé, padroeira do Paraguai – na qual afirmava que “é evidente o mal-estar generalizado e a insatisfação de amplos setores” da sociedade “diante da conduta das autoridades, que parecem ignorar a existência de tais dramas” –, os missionários denunciam “a fragilidade das instituições públicas, que respondem a interesses particulares”, com a consequente perda de confiança da parte dos cidadãos.

Essa fragilidade das instituições produz também gravíssimas carências na área da saúde: o hospital regional, que cobre uma área de centenas de quilômetros, habitada por cerca de 16.000 pessoas, encontra-se desprovido de adequadas salas operatórias, de especializações, de laboratório de análises e de unidades de terapia intensiva.

Ausência de infraestruturas leva ao isolamento e a blecautes no período das chuvas

Ademais, é de domínio público que a falta de estradas e pontes leva ao isolamento de inteiros centros urbanos durante o período das chuvas e a frequentes blecautes; registra-se a proliferação da droga entre os jovens e adolescentes; a terra dos camponeses e dos indígenas é depredada com a cumplicidade de autoridades corruptas.

“A busca do bem comum é um dever urgente, tanto da parte das autoridades quanto da parte dos cidadãos”, concluem os religiosos no comunicado, invocando a ajuda de Nossa Senhora Auxiliadora – padroeira del Chaco – e encorajando todos a comprometer-se “com atos concretos de bem” para inverter esse estado de coisas “que perduram já de há muito".

Eleições presidenciais em abril próximo

Por sua vez, os missionários renovam sua vontade e seu compromisso de, onde quer que se encontrem, “continuar formando segundo os valores civis e cristãos”. O pronunciamento dos religiosos e religiosas dá-se num momento em que está prestes a ter início a campanha eleitoral para as eleições presidenciais programadas para 22 de abril próximo.

O Vicariato Apostólico del Chaco Paraguaio estende-se numa área de 96.030 Kmq (extensão equivalente à do Estado de Santa Catarina, ndr). Conta cerca de 6.000 indígenas, 8 paróquias, 7 sacerdotes (1 diocesano e 6 religiosos) 6 irmãos e 17 irmãs religiosas.

(Agência Fides)

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12 fevereiro 2018, 19:30