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Gueri Gomes, Presidente di LGDH (Guinea-Bissau), denuncia aumento da violência no País Gueri Gomes, Presidente di LGDH (Guinea-Bissau), denuncia aumento da violência no País  

Guiné-Bissau. Liga dos Direitos Humanos denuncia aumento da violência no País

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) denunciou esta terça-feira, 09 de abril de 2024, o aumento de ondas de violência e da violação dos direitos humanos nos últimos três meses, e lançou um apelo para a criminalização do feminicídio no País.

Casimiro Jorge Cajucam – Rádio Sol Mansi, Bissau

A denúncia foi feita pelo Secretário-geral da Comunicação e Relações Externas da LGDH, Gueri Gomes, à saída de um encontro de trabalho com a Direção nacional da Polícia Judiciária (PJ).

O encontro tem por objetivo analisar com a Polícia Judiciária a atual conjuntura do País marcada pelo crescimento elevado de ondas de violências na sociedade e compreender os esforços da PJ na sua mitigação.

Após o encontro, o Secretário-geral da Comunicação da LGDH explicou que receberam a garantia da Direção que estão a trabalhar para estancar a onda de criminalidade no País e apelou ao governo no sentido de criar as condições favoráveis à PJ no sentido de permitir-lhe cumprir a sua missão nas comunidades, desafiando por outro lado o governo no sentido de encarar a PJ como um instrumento fundamental na luta contra a violência e demais tipos de crimes …

“Sabemos que de 3 meses para cá o País tem registado um aumento significativo de casos de violências que acabam nos homicídios onde só nos 2 últimos meses para cá registamos 10 casos de homicídios e isto preocupa bastante a Liga independentemente de outros atos de violências,” assegurou, Gueri Gomes que desafiou por outro lado o governo “a encarar a PJ como um instrumento de luta contra a criminalidade e muni-la de ferramentas necessárias para que esteja à altura de responder às demandas da sociedade e exercer com profissionalismo o seu dever” concluiu.

Na semana passada, a Liga Guineense dos Direitos organizou uma vigília, na Casa dos Direitos, para denunciar o aumento de casos de feminicídio na Guiné-Bissau. A vigília teve como lema “Cinco minutos de silêncio, em homenagem às duas mulheres assassinadas nos passados dias 11 e 25 de março na região de Gabú, leste da Guiné-Bissau.

Vigília contra os casos de feminicídio na Guiné
Vigília contra os casos de feminicídio na Guiné

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humano, Bubacar Turé, pede que sejam tomadas medidas urgentes para acabar com os crimes contra as mulheres guineenses.

“Acabar com estes crimes significa tipificar o feminicídio como crime na Guiné-Bissau. Acabar com estes crimes significa fortalecer a igualdade do género, equilibrar o poder entre homens e mulheres na sociedade, enfim promover e respeitar os direitos humanos de todos os homens e de todas as mulheres”, disse Bubacar Turé.

Ouvimos Bubacar Turé, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos que exorta as autoridades competentes no sentido de agirem com urgência para acabar com crimes contra as mulheres na Guiné-Bissau.

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10 abril 2024, 12:51