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Coligação PAI-Terra Ranka, sob a liderança do PAIGC, na Guiné-Bissau - logotipo Coligação PAI-Terra Ranka, sob a liderança do PAIGC, na Guiné-Bissau - logotipo 

Guiné-Bissau. Coligação PAI-Terra Ranka vence legislativas com maioria absoluta

Na Guiné-Bissau, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) anunciou a vitória da Coligação Plataforma Aliança Inclusiva PAI-Terra Ranka, sob a liderança do PAIGC, nas eleições legislativas de 4 de junho, tendo obtido 54 dos 102 deputados do Parlamento.

Casimiro Jorge Cajucam – Rádio Sol Mansi, Bissau

Segundo os dados provisórios divulgados esta quinta-feira, 08/06, pela Comissão Nacional de Eleições, e lidos pelo seu Presidente Interino, Npabi Cabi, a Coligação PAI-Terra Ranka liderada por Domingo Simões Pereira venceu com maioria absoluta, obtendo 54 dos 102 mandatos.

Os resultados provisórios indicam ainda que o Movimento para Alternância Democrática (Madem-G15), liderado por Braima Camará, obteve 29 deputados na Assembleia Nacional Popular, mais dois assentos do que em 2019.

Em terceiro lugar ficou o Partido de Renovação Social (PRS) com 12 deputados, uma grande descida em relação aos resultados das últimas legislativas, quando obteve 21 assentos.

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O estreante Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG), criado no final de 2021, e liderado por Botche Candé, Ministro de Agricultura do atual governo de Nuno Gomes Nabiam, obteve seis deputados na sua estreia eleitoral.

A Assembleia do Povo Unido (APU-PDGB), formação política do atual Primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam, foi o mais sacrificado pelos eleitores guineenses, tendo obtido apenas um mandato, contra os cinco que obteve nas legislativas de 2019.

Entretanto, a Coligação PAI-Terra Ranka promete para breve uma reação oficial, contudo na sua curta mensagem aos milhares de militantes do partido que manifestavam junto à sede do partido, disse que começa hoje a ser construído um dia novo na Guiné-Bissau.

“Hoje começa a ser construído um dia novo na Guiné-Bissau”, rematou Domingos Simões Pereira.

Já o líder do Movimento para Alternância Democrática MADEM-G15 reconheceu a derrota e diz ter já felicitado, por telefone, o líder da coligação PAI-Terra Ranka pela vitória, prometendo fazer uma oposição construtiva.

“Vou respeitar escrupulosamente a decisão soberana da instituição encarregue de gerir processos eleitorais na Guiné-Bissau”, e vamos voltar ao parlamento para fazer uma oposição construtiva, disse.

Também o Partido da Renovação Social (PRS), a terceira força mais votada nas eleições legislativas antecipadas de domingo passado, reconhece o resultado.

“Estamos aqui para aceitar estes resultados que devem ser lidos à luz do atual momento politico”, finalizou.

Florentino Mendes Pereira, cabeça de lista do PRS para o cargo de Primeiro-ministro, nas legislativas de 4 de junho, reconheceu o resultado.

Por sua vez, o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, recuou da sua posição de não nomear, caso a Plataforma Aliança Inclusiva PAI Terra Ranka vencesse o escrutínio de 4 de junho, e prometeu coabitar e nomear a figura que a coligação indicar para liderar o futuro governo.

“Respeitando os resultados eleitorais e nos termos da Constituição da República, nomearei e darei posse ao Primeiro-ministro proposto pelo partido vencedor das eleições legislativas, neste caso, PAI-Terra Ranka”, assegurou.

Sissoco Embaló reconheceu o mérito do partido vencedor do escrutínio, realçando o papel desempenhado pela Sociedade Civil para que as eleições decorressem dentro dos limites da ética política, do respeito mútuo entre os adversários e da salvaguarda, por todos, das regras de boa conduta.

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10 junho 2023, 10:04